Senador afirma que mudança representa uma evolução nas relações de trabalho e compara o debate atual às grandes conquistas trabalhistas do país
Em pronunciamento nesta segunda-feira (31), no Plenário do Senado Federal, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) defendeu o fim da escala 6×1, que será votada nesta semana pela Casa. Para o parlamentar, a mudança representa uma evolução nas relações de trabalho e uma conquista para o trabalhador brasileiro.
“A extinção, a eliminação, da proposta 6×1 transcorreu durante quase 70 anos, desde Getúlio para cá”, afirmou.
Confúcio Moura comparou a resistência às mudanças na jornada de trabalho aos debates históricos que antecederam a abolição da escravatura. Segundo ele, grandes transformações sociais sempre enfrentaram oposição antes de serem consolidadas. “A reação também da PEC a essas mudanças e ao horário trabalhado é mais ou menos na mesma esteira da abolição da escravatura”, declarou.
Para Confúcio, os dois dias de folga não representam tempo perdido, mas uma oportunidade para cuidar da família, da casa, praticar esportes, estudar, descansar e conviver com amigos e parentes. “Não me pergunte o que você vai fazer com os dois dias vagos, pois esses são os dias mais preenchidos, os dias ‘mais trabalhados’, entre aspas, que é o serviço de casa”, afirmou.
O senador também ressaltou que o descanso possui valor para a saúde social e para a qualidade de vida. “Esse ócio é muito necessário”, enfatizou. Na avaliação de Confúcio, a redução da jornada deve ser vista como parte da evolução das relações de trabalho no Brasil, sem transformar o descanso em sinônimo de improdutividade.
Ao concluir o discurso, Confúcio Moura reforçou seu apoio à mudança e elogiou a persistência daqueles que lutam pela aprovação da proposta.

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