Senador afirma que o futuro do Brasil começa na sala de aula e cobra formação de qualidade, continuidade das políticas públicas e redução das desigualdades educacionais
O senador Confúcio Moura (MDB-RO) voltou a colocar a educação no centro do debate nacional durante pronunciamento no Plenário do Senado, nesta quinta-feira (9). O parlamentar afirmou que o desenvolvimento do Brasil depende da capacidade de oferecer ensino de qualidade desde os primeiros anos da vida escolar e destacou que a valorização dos professores representa a base de qualquer sistema educacional eficiente.
“O futuro de uma nação começa muito antes dos grandes discursos; começa silenciosamente, dentro da sala de aula”, afirmou.
Ao abordar a realidade dos profissionais da educação, Confúcio Moura manifestou preocupação com a formação docente e citou resultados recentes de uma avaliação de proficiência realizada pelo Ministério da Educação. Segundo ele, parte significativa dos professores avaliados apresentou desempenho insuficiente, sobretudo na área de matemática.
“Não existe educação de qualidade sem o professor valorizado, respeitado, amparado e nas condições necessárias para exercer a sua missão”, declarou.
O senador também criticou a preparação exclusivamente teórica em cursos de licenciatura e defendeu maior experiência prática antes do ingresso definitivo em sala de aula.
Confúcio Moura também chamou atenção para as desigualdades educacionais que persistem na Região Norte, especialmente em comunidades rurais e indígenas. Ao relatar visita recente a aldeias de Rondônia, o senador disse ter encontrado crianças estudando na casa de uma professora por falta de escola adequada.
Para enfrentar esse cenário, recordou proposta defendida pelo ex-senador Cristovam Buarque de federalizar professores para atuar nas regiões mais vulneráveis do país. “Quando uma criança cresce sem acesso equivalente à educação, o país inteiro perde capacidade de inteligência e potencial humano”, afirmou.
Confúcio Moura defendeu a continuidade das políticas educacionais acima de mudanças de governos e ressaltou que a educação precisa permanecer como prioridade permanente do Estado brasileiro. “Se queremos discutir desenvolvimento, produtividade, redução das desigualdades e competitividade, não existe caminho sólido que não passe pela educação. Ela não é apenas uma política pública; a educação é um projeto de país”, concluiu.

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