CAE aprova projeto de Confúcio Moura que acelera análise de patentes no Brasil

CAE aprova projeto de Confúcio Moura que acelera análise de patentes no Brasil

Proposta busca reduzir burocracia, enfrentar atraso histórico e modernizar o INPI

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (17), o relatório favorável ao Projeto de Lei nº 4.972/2019, de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO). A proposta tem como objetivo tornar mais eficiente o processo de análise de pedidos de patente no país, por meio de mudanças estruturais no funcionamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

parecer foi apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que destacou a necessidade de enfrentar o acúmulo de pedidos de patentes ainda não analisados, e de modernizar a gestão do órgão responsável pela propriedade industrial no Brasil.

O projeto de Confúcio Moura promove alterações na legislação vigente, incluindo a Lei nº 5.648, que criou o INPI, e a Lei nº 9.279/1996 (Lei de Propriedade Industrial). Entre as principais medidas está a obrigatoriedade de o instituto publicar, anualmente, um relatório detalhado sobre a aplicação de recursos e investimentos, com metas voltadas à melhoria dos processos e à redução de prazos.

Outro ponto central da proposta é a garantia de autonomia financeira ao INPI. O texto determina que os recursos arrecadados com serviços prestados pelo órgão sejam integralmente reinvestidos em sua própria estrutura, vedando o repasse desses valores ao Tesouro Nacional ao final de cada exercício financeiro.

No que diz respeito ao trâmite dos pedidos de patente, o projeto estabelece a redução de prazos considerados excessivos. O período de sigilo dos pedidos cai para 12 meses, enquanto o prazo para requerimento de exame é reduzido de 36 para 18 meses. Além disso, o tempo para apresentação de documentos e manifestações por parte do depositante passa a ser de 30 dias.

Durante a leitura do parecer, Renan Calheiros ressaltou que as mudanças são fundamentais para tornar o sistema mais ágil e competitivo. Ele também rejeitou uma emenda apresentada anteriormente e sugeriu a retirada do artigo 4º do projeto, que tratava da revogação de dispositivo sobre extensão do prazo de vigência de patentes.

O projeto segue agora para análise da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), em decisão terminativa. Caso aprovado, poderá representar um avanço significativo na desburocratização e no estímulo à inovação no Brasil.

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