Em pronunciamento marcado por reflexões sobre o futuro da Amazônia, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) utilizou a tribuna da Casa na segunda-feira (13) para enfatizar a importância das reservas florestais e a bioeconomia no estado Rondônia. O parlamentar afirmou que a floresta deixou de ser um obstáculo para o crescimento e passou a ser a maior aliada no desenvolvimento econômico sustentável.
Confúcio Moura destacou as origens de Rondônia, descrevendo-o como um “Estado jovem, moldado pela coragem de homens e mulheres que deixaram suas origens em busca de um novo começo em terras de floresta e rios grandiosos”. Ele recordou que, nas décadas passadas, a ideia de que a floresta precisava cair para que a riqueza surgisse permeava a mentalidade da época, levando a um crescimento acelerado da população, que saltou de 110 mil para mais de 1,1 milhão entre 1970 e 1990.
“O progresso chegou antes das regras, e a pressa cobrou o seu preço”, lamentou Moura, referindo-se à urgência em ordenar o território e proteger seus recursos naturais. Ele mencionou a criação do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico do Estado de Rondônia, instituído pela Lei Complementar nº 233/2000, como um marco para a sustentabilidade local. “O zoneamento foi fruto de uma obra coletiva e democrática”, ressaltou, enfatizando a importância da participação popular no processo.

Durante seu mandato como governador entre 2011 e 2018, o senador afirmou que respeitou rigorosamente as diretrizes do zoneamento, criando 11 Unidades de Conservação Estaduais. “Cumpri a Lei do Zoneamento. Fiz o que era necessário, com olhar sensível para os problemas já existentes”, disse, sublinhando seu compromisso com a proteção ambiental e a legalidade.
senador frisou ainda que a bioeconomia representa a nova fronteira do desenvolvimento e que Rondônia está posicionada para ser protagonista nessa transformação. “O mundo inteiro está voltado para os bioativos da Amazônia — produtos de alto valor agregado que unem ciência, tecnologia e sustentabilidade”, acrescentou.
Ele também alertou sobre os riscos de mexer no zoneamento, afirmando que isso poderia “abrir brechas para o desmatamento ilegal, o conflito fundiário e o retrocesso”. Destacou ainda a necessidade de transitar para um modelo que priorize “a expansão do conhecimento, da tecnologia e da consciência ambiental”.
Em um chamado à ação, o senador finalizou enfatizando: “O desenvolvimento que buscamos é aquele que não destrói para crescer, mas cresce porque preserva.” Ele concluiu com um apelo à união em torno de um futuro sustentável: “Com fé na nossa gente, com respeito à nossa terra e com visão de futuro, seguiremos firmes na construção de um Estado sustentável, inclusivo e equilibrado.”
A defesa da bioeconomia e das reservas naturais destacadas pelo senador reflete um entendimento crescente sobre a importância da preservação ambiental, alinhando desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental na busca por um futuro melhor para Rondônia e o Brasil.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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