O Brasil acaba de dar um passo importante na valorização do paradesporto. Na quinta-feira, 23 de janeiro, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou a Lei 15.238/2025, que declara Robson Sampaio de Almeida como Patrono do Paradesporto Brasileiro. A proposta, de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), reconhece o pioneirismo do primeiro medalhista paralímpico do país e eterniza sua contribuição à inclusão e à superação no esporte.
Para Confúcio Moura, a homenagem é mais do que simbólica: “Declarar Robson Sampaio Patrono do Paradesporto Brasileiro faz jus à importância de seus feitos e vai inspirar novas gerações de atletas e ativistas”, afirmou o senador.

A lei, baseada no Projeto de Lei 4.150/2023, também representa um marco para a valorização de uma área que, mesmo com tantas conquistas, ainda enfrenta desafios de visibilidade e investimento. “A dedicação de Robson Sampaio não será esquecida. Agora, seu nome passa a representar toda uma história de luta e esperança”, completou o parlamentar.
O título de patrono, previsto na Lei 12.458/2011, é concedido a brasileiros falecidos há pelo menos dez anos que tenham contribuído de forma relevante para suas áreas. Além de celebrar a trajetória de um atleta histórico, a homenagem reforça o compromisso do país com a inclusão e acessibilidade no esporte.
Um legado de coragem e otimismo
Natural de Alagoas, Robson Sampaio foi um verdadeiro símbolo de superação. Ele conquistou medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de 1976, no Canadá, na modalidade lawn bowls (uma variação da bocha jogada em campo de grama), ao lado de Luiz Carlos Costa. A façanha aconteceu apenas quatro anos após a estreia do Brasil nas Paraolimpíadas — um marco que abriu portas e corações para gerações de atletas com deficiência.

Mas o legado de Sampaio vai muito além das quadras. Em 1958, ele fundou no Rio de Janeiro o Clube do Otimismo, primeiro movimento nacional voltado à prática esportiva de pessoas com deficiência. O projeto foi um divisor de águas e ajudou a moldar o que hoje conhecemos como o paradesporto brasileiro.
Robson Sampaio faleceu em 1987, mas sua história segue viva — agora, oficialmente reconhecida pela lei e pelo coração de todos que acreditam que inclusão e esporte caminham lado a lado.

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