Confúcio Moura destaca legado histórico do MDB e homenageia pioneiros da luta pela liberdade

Confúcio Moura destaca legado histórico do MDB e homenageia pioneiros da luta pela liberdade

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) celebrou nesta terça-feira (24) os 60 anos de fundação do Movimento Democrático Brasileiro, criado em 24 de março de 1966. Em pronunciamento no Senado, o parlamentar destacou o papel histórico da sigla como protagonista na resistência à ditadura militar e na construção da democracia brasileira.

Durante o discurso, o senador relembrou o período de repressão no país e exaltou a coragem de lideranças e militantes que enfrentaram a ausência de liberdades civis. Segundo ele, o MDB foi um “guarda-chuva” que abrigou diferentes correntes políticas unidas contra o regime.

“Foi o maior partido de todos os tempos, uma federação que acolheu todos os que resistiam à falta de liberdade, ao silêncio imposto e à ausência do voto”, declarou.

Confúcio Moura também citou nomes emblemáticos da resistência, como Ulysses Guimarães, além de artistas e intelectuais exilados, como Ferreira Gullar e Oscar Niemeyer, que produziram obras marcantes durante o período fora do país.

A esses homens e mulheres heroicos, que enfrentaram 21 anos de resistência sem liberdade de expressão, sem direito ao voto, nós rendemos nossas homenagens”, disse.

Homenagem a lideranças de Rondônia

O senador dedicou parte de sua fala a reconhecer figuras históricas de Rondônia que contribuíram para a consolidação da democracia. Entre eles, destacou Jerônimo Santana, considerado um dos responsáveis pela criação do estado.

A ele, já falecido, deixo minhas sinceras homenagens, assim como a tantos outros que tiveram coragem de enfrentar o regime e defender a liberdade”, afirmou.

Também foram lembrados nomes como Valdir Raupp, Amir Lando e diversas lideranças locais que participaram das primeiras eleições livres no estado.

Críticas à fragmentação partidária

Confúcio Moura aproveitou a ocasião para criticar o atual cenário político brasileiro, marcado, segundo ele, pela excessiva fragmentação partidária e pela perda de identidade ideológica.

Essa fragmentação é ruim, porque falta espírito de luta, falta educação política e sobra dispersão. Isso dificulta governar e afasta o país das verdadeiras prioridades”, avaliou.

O senador reforçou a importância de preservar a memória histórica do MDB, especialmente entre os jovens, e destacou conquistas como a liberdade de expressão e o direito à participação política. Se hoje vocês podem estudar, cantar, escrever e se expressar, é porque houve quem lutasse por isso. Naquele tempo, não se podia nem cantar músicas de Caetano Veloso ou Gilberto Gil”, ressaltou.

Filiado ao partido desde a década de 1980, Confúcio Moura reafirmou sua trajetória política sem mudanças de legenda.

Nunca senti necessidade de mudar de partido. Eu sigo pelo centro, dialogando com todos. Esse é o meu tributo ao velho MDB de guerra”, concluiu.

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