Em sintonia com as discussões da COP 30, que colocam o Brasil no centro das atenções mundiais sobre o futuro do planeta, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) fez nessa terça-feira (11), no Plenário do Senado, um apelo urgente para que o país reconheça a gravidade das crises climáticas que têm assolado o território nacional. O parlamentar afirmou que o Brasil atravessa uma fase duríssima, em que a força da natureza expõe, de forma trágica, a vulnerabilidade da nação diante das mudanças climáticas.
Segundo Moura, os recentes desastres naturais escancaram essa realidade. Ele lembrou que o Rio Grande do Sul viveu a pior enchente de sua história, afetando mais de 2,4 milhões de pessoas e resultando em184 vidas perdidas. “Neste último fim de semana, a situação se agravou no Sul com tornados no Paraná, que deixaram pelo menos seis mortos e centenas de feridos. É um cenário de destruição que impressiona e comove o país”, lamentou.

O senador também destacou a situação crítica de outras regiões, como o Norte e o Centro-Oeste, que enfrentam uma dassecas mais severas dos últimos tempos. “O Amazonas padece sob a estiagem mais drástica de sua história, e os grandes rios da região agonizam com seus leitos rasos, como se pedissem socorro”, afirmou. Para ele, é alarmante que uma nação rica em recursos naturais esteja se tornando vítima direta das mudanças climáticas.
Moura defendeu ações concretas e urgentes. “É hora de transformar a comoção em reflexão — e a reflexão em ação concreta”, disse, ressaltando que o papel do Brasil como anfitrião da Cúpula do Clima em Belém aumenta a responsabilidade nacional. “Precisamos ser exemplo, não apenas no discurso, mas na prática, com políticas públicas consistentes e compromisso real com o planeta”, enfatizou.
O senador também manifestou solidariedade às vítimas das tragédias climáticas. “A dor é a mesma — a dor das famílias desabrigadas, das cidades devastadas, das vidas interrompidas e do sentimento de impotência que atravessa o coração do nosso povo”, declarou.
Ligando o tema à educação, Moura fez um paralelo com o momento em que milhões de jovens brasileiros realizam o Enem, buscando um futuro melhor. “É o contraste mais brutal: de um lado, a urgência da sobrevivência; do outro, a urgência do conhecimento”, observou.
Encerrando seu discurso, Confúcio Moura lançou um chamado à consciência nacional: “Que a dor que atinge nossos irmãos do Sul sirva para acordar o país”, disse. “A educação ambiental e científica é a nossa última esperança diante das tragédias climáticas. Precisamos preparar uma geração capaz de compreender, respeitar e proteger a Terra — antes que seja tarde demais.”
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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