AS MENINAS DE OURO

Home / Poemas e Crônicas / AS MENINAS DE OURO
AS MENINAS DE OURO

Tive no INPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) no Rio de Janeiro. Fica no longe do Centro, segue-se por longo caminho até a beira das montanhas. E vai se subindo devagar por ruas e becos estreitos. Entra no Jardim Botânico. E tudo vai ficando bonito. E o mundo do movimento intenso e do trânsito ficou pra trás. O  bosque  de palmeiras e árvores seculares, muitas plantadas por Dom Pedro II, os prédios cobertos de sombras misturam-se numa complexidade entre arquitetura e natureza. Ali é o INPA. Tem cerca de 170 mestres e doutores em matemática do mundo inteiro. Ninguém usa paletó. Bermudão, chinelão, camisão, parece gente do outro mundo. Este é o mundo dos olgaritmos, fórmulas e matrizes.

Cheguei ao gabinete do Diretor, Professor Sérgio Camacho. Um mexicano, que ainda arrasta um sotaque distante, mas, brasileiro de longa data. Ama aquele mundo deslumbrante e está ali ensinando matemática para gerações e gerações. Jogou a matemática na rua, nas escolas públicas, nas Olimpíadas Brasil afora. Fui lá com o Diretor Constantino Lagoa e a Secretária Fátima Gavioli. Quero matemática nas escolas públicas estaduais. Os meninos são arredios aos números. Esconjuram a matemática. Mas, a matemática está na vida, querendo ou não querendo a matemática nos persegue a cada minuto.

Ele me contou do fenômeno deste ano. Três irmãs, trigêmeas do Espírito Santo, que ganharam,  medalha de ouro em matemática. As meninas moram na roça. Não tem Internet em casa. E são assim, geniais. Ele está esbanjando alegria com estas meninas de ouro. E eu também. Mostro pra vocês a foto destas maravilhas brasileiras, que servem de exemplo, para a garotada que fica aí pelos cantos, resmungando contra a matemática. Ah! trigêmeas lindas e maravilhosas, orgulho deste Brasil varonil.

Deixe seu comentário

Your email address will not be published.