Acordos, comércio e infraestrutura

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Acordos, comércio e infraestrutura

O Mercosul completou vinte e cinco anos. E vai se levando a gosto do Brasil e da Argentina. Uruguai e Paraguai seguem a banda. E o que se viu, neste tempo, foi um arremedo de formação de um bloco insosso. Um faz-de-conta de mercado comum, um livre comércio às avessas, por pouco que não perde para o contrabando de fronteira. Que é rápido, destemido e, na ilegalidade, constitui um bloco.

Por aqui, ainda bem que não deu completamente certo, porque os mercados comuns, hoje em dia, estão em cheque. E na realidade, ninguém sabe, verdadeiramente, como deve se estabelecer no mundo o capitalismo real. O liberalismo completo. Acredito até que o capitalismo será sempre assim mesmo, oscilante, “gangorreante” e sempre, tendo coisa a mais para inventar e fazer.

O nosso país se atreveu a assinar o Acordo de Assunção (Mercosul), mais por um embalo da época, entre trancos e barrancos, vai tocando, nesta relação de eterna crise, ora de um lado, ora de outro, sem nunca estabelecer as regras completas. Até porque não se tem condições de cumprir.

Muito bem, além do mais, o nosso país, com sua caótica situação de infraestrutura de logística, estradas péssimas, transporte hidroviário capenga e ferrovias praticamente inexistentes. E na verdade não tem dinheiro, nem para tapar os buracos. Como é que se faz, numa situação como esta? Não temos a formação de malhas de transportes em rede, integradas, fáceis. Com este cenário, não dá para se competir, produzir com eficiência e tudo mais, para ganhar o mundo dos negócios.

Não poderemos esperar pelo Governo. Não dá para esperar a velocidade do Governo. Não dá para se deixar enganar pelo discurso de campanha. A realidade, chegou a hora dos governadores, em consórcios, sair pelo mundo, com seus empresários, buscando parceiros para investimentos em nossos estados, sem depender de nada, do pente fino do Tesouro Nacional. Extremamente, restritivo ao endividamento dos estados federados. Neste caso, sobra para a iniciativa privada.

O Governo indutor da abertura, em que empresários estrangeiros possam se associar a brasileiros, para encarar os desafios. Sem passar pelo Governo Federal. Eu vi isto em Lucas do Rio Verde-MT, a primeira usina para produzir etanol, com dinheiro de empresários de Mato Grosso e dos Estados Unidos. Coisa fantástica.

Chegou a hora de reinventar a captação de recursos, fora do endividamento do Tesouro Nacional. O mundo está cheio de dinheiro, procurando negócios para fazer. O Mercosul tem que se abrir, reestruturar, mesmo que fique por aqui, América do Sul, é preciso buscar novos parceiros importantes, para comprar e vender, enquanto isto, governadores, sair pelo mundo com seus empresários, para fazer negócios e parcerias.

O mercado é para os mercadores.

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