Confúcio Moura alerta para violência contra crianças e defende papel da escola na formação cidadã
Senador destaca riscos da formação superficial e cobra planejamento educacional para proteger jovens e fortalecer o futuro do país
O senador Confúcio Moura (MDB-RO) utilizou a tribuna do Senado nesta terça-feira (31) para expressar preocupação com a formação de crianças e adolescentes no Brasil, relacionando o tema à qualidade do ensino e ao papel essencial da escola e do Estado na construção de uma sociedade mais segura.
Em seu pronunciamento, o parlamentar chamou atenção para os impactos de uma educação fragilizada, que, segundo ele, pode contribuir para o aumento da vulnerabilidade social entre os jovens. Para o senador, a escola precisa ir além do conteúdo teórico e atuar como espaço de convivência, formação crítica e proteção.
Confúcio Moura destacou que o Brasil avançou no acesso ao ensino superior, alcançando cerca de 8 milhões de estudantes, mas alertou que esse crescimento veio acompanhado de distorções, como a expansão desordenada de cursos e o predomínio do ensino à distância em áreas que exigem prática.
Segundo ele, a falta de preparo adequado impacta diretamente a educação básica, onde estão crianças e adolescentes que dependem de um ensino de qualidade. “Como é que um professor que faz um curso à distância, sem experiência de sala de aula, vai entrar numa sala de ensino fundamental nas periferias, tão complexa como é?”, indagou.
O senador também alertou para o risco de a educação se transformar em mera certificação, sem compromisso com a formação integral dos jovens. “Quando essa dimensão se perde, corremos o risco de reduzir tudo isso a um mero diploma, a um mero certificado — é muito ruim isso”, disse.
Outro ponto levantado por Confúcio Moura foi a falta de planejamento na expansão do ensino superior público, com cursos esvaziados e alto índice de evasão. Ele relatou casos em universidades de Rondônia onde turmas iniciam com dezenas de alunos e terminam com apenas três ou cinco formandos.
“Há cursos estruturados, professores altamente qualificados, mas faltam alunos. Isso representa um prejuízo extraordinário para o erário”, afirmou.
Para o parlamentar, é fundamental que o Estado adote critérios mais rigorosos na abertura e manutenção de cursos, alinhando a oferta à demanda real e garantindo melhor aproveitamento dos recursos públicos.
O senador reforçou que uma educação de qualidade é essencial para enfrentar problemas sociais mais amplos, incluindo a violência que atinge crianças e adolescentes. “Temos que planejar a educação para que ela funcione de verdade, com salas cheias, alunos comprometidos e formação que prepare para a vida”, concluiu.
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