Cada homem tem o seu estilo. É como se diz “eu nasci assim, eu sou mesmo assim”. Com o passar dos anos, o homem tem uma tendência a ficar mais tolerante, mais paciente, menos explosivo.
Do outro lado, a sabedoria dos anos, mostra que não adianta briga, confusão, bate-boca, pancadaria. Nada. Na política a gente tem que entender que a divergência, a oposição, o contraditório é necessário. Ainda mais nas democracias, este princípio é fundamental. O que conduz à alternância de poder que é tão preciosa e necessária.
Nada mais ofende a um agressor do que o silêncio. O ataque grosseiro e pessoal não respondido humilha a quem ofende. E termina que a pessoa se sente diminuída porque não obteve a resposta que esperava. O provocador quer a briga. Você não aceita a briga. E levanta sempre a bandeira da paz. E com isto você deixa a porta aberta, a qualquer tempo para a reconciliação e até mesmo o abraço. O tempo permite que tudo isto aconteça. Cá comigo, não guardo mágoa de ninguém. Não registro a ofensa e nem o ataque, qualquer que seja. Ele não entra dentro de mim. Eu não permito que coisa ruim entre no meu corpo. Todo dia eu jogo pra fora de mim, com minhas mãos a energia ruim do dia anterior. Xô coisa ruim.
O amor constrange a quem nos deseja o mal. O amor constrange a quem nos deseja o fracasso no governo. E tem a lei da física, que vale para o universo, que vale para o dia-a-dia, a lei da ação e da reação. Quando você atira uma bola de borracha contra a parede, ela volta pra você. O mal que sai, retorna. O ataque impensado e desnecessário volta contra o agressor. É só esperar para ver. A regra não falha. Na política não profira a palavra NUNCA ou SEMPRE. Porque na política sempre acontece e deve acontecer a resiliência de uma barra de ferro. Quando aquecida os extremos se juntam no chamado efeito ferradura. Sempre acontece o efeito ferradura. Por isto sempre espero este espetáculo que a vida nos mostra – que a tolerância vale a pena. Porque o amor constrange o agressor. E além do mais, tudo passa, a história varre tudo e só fica o que é bom para o povo. Ou a dor inesquecível das guerras e das destruições. E a imensa força da reconstrução, porque o homem puxa dos ossos a força para reconstruir cidades e a si próprio. O amor constrange.

Deixe seu comentário