Anos cinquenta, tudo bem. Nascia a empresa, honra e glória nacional. O petróleo, como nossa fantasia, de Pátria Amada. Orgulho do povo brasileiro. Foi passando o tempo. Confirmou a nossa crença. Anos sessenta também. Até poucos dias atrás, com o Pré-Sal maravilha. A nossa redenção de riqueza, dinheiro pra educação. Dinheiro para estradas. O sonho brasileiro de nos transformarmos numa Arábia Saudita. 
E agora, depois de tudo que se viu. E que ainda se vê. O que fazer com a Petrobrás?
É duro dizer. Se houvesse plebiscito, votaria pela privatização. O país ganharia muito mais. E ainda salvaria um pedaço dela. Pelo menos um pedaço dela. Antes que se esfaleça inteira. O Brasil ganharia em tudo. Impostos. Leveza. Eficiencia. Até mesmo nos royalties do pré-sal. Além de tirar dos ombros uma empresa tão grande, que se move sobre o casco desta imensa tartaruga que se chama burocracia do Estado.
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