Debaixo da árvore frondosa, a aula de musica. Jovem sanfoneiro nordestino, com seu tino cidadão, virou professor por conta própria. A única condição, ter 6 anos de idade, no mínimo e estar matriculado. E temos centenas de bons exemplos para dar a vocês, de brasileiros, voluntários, que se cansaram de ver a mesmice prosperar, que resolveram por a mão na massa.
Estamos precisando desta insurgência boa. Desta desobediência ao ritmo de portarias e leis na educação que inibem iniciativas criativas. Precisamos reinventar modelos educacionais vindo de baixo e que possam mostrar ao “sistema” nacional que o jeitão da educação não vai educar ninguém, como está. É como se diz, vamos aprender com as mãos.
Esta força moverá o nosso Brasil. As soluções para os nossos dramas virão de fora para dentro. São estes ditos e “malucos beleza” que se entregam tardes e feriados a cuidar de crianças nas escolinhas de futebol e de atletismo. Vi num distrito do interior da Bahia uma coisa desta. Um bravo leigo e professor (Ferreirinha). Devoto ao atletismo, deu-se por inteiro a causa, a de preparar meninos pobres, sem tênis, sem uniformes às práticas do atletismo. E estes meninos foram ganhando o mundo. Ganhando medalhas. Até que o Luciano Huck descobriu o professor e o motrou no seu programa ao Brasil inteiro.
Poderia aqui falar mil coisas, mil exemplos, como o sucesso de Cocal dos Alves, no Piauí, com seus alunos bons de matemática. E a enfermeira de Brasilia, em Sobradinho, que passou cuidar de pacientes graves em casa, para aliviar o hospital da superlotação. E hoje o programa é nacional – Saúde em Casa. Iria longe falando aqui, que a solução para o nosso país dependerá muito da força externa e espontânea do nosso povo. Como na música Força Estranha. Zilda Arns, As Apaes, as igrejas evangélicas e católicas que cuidam de dependentes químicos. As entidades que cuidam de menores abandonados. Aos generosos que distribuem sopas pelas madrugadas aos moradores de rua.

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