UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (florestas)

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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (florestas)

UC  (UNIDADE DE CONSERVAÇÃO), para simplificar.

Como protegê-las  de verdade?

A intenção é boa. O Decreto de criação foi ideia luminosa. E gradualmente, foram criadas várias delas no Estado. E de pecado a pecada, de vão em vão, de ficar sabendo e não agir, foram elas, se acabando. Ora invadidas, ora saqueadas, ora quase vivas, ora quase mortas. Muitas mortas, desmatadas, ocupadas, viraram posses. E estão lá pessoas, como se delas fossem aquelas terras. Nada. Elas são ainda, mesmo raspadas, UC.

Tudo foi bom no coração do seu criador. Tudo foi ruim noutros corações. Apenas aquelas, que foram entregues às comunidades extrativistas, aos pescadores, que são chamados “povos da florestas” ainda estão florestadas. Está aí a lição. Quando tem a comunidade dentro delas ou no entorno delas, a UC se mantém viva.

Porque não precisa culpar ninguém. Deixou a UC ao léu. Ela se acaba, de pronto e rápido. E também, a fiscalização pelo Governo, praticamente, em surtos de fiscalizações  periódicas. O invasor é rápido. Virou as costas ele entra e desmata. Sutilmente desmata. Sutilmente vende a madeira. Quando menos se espera, virou sítio. E um sítio puxa outro, puxo outro, puxa outro. E começa o ciclo perverso de invadir para vender.

O Estado não conseguiu mantê-las em pé. Porque o Estado é lento. E o posseiro é rápido.

É assim que se percebe a desigualdade e a derrota do nosso querido Estado de Rondônia, da Amazônia e do mundo inteiro. Estou aqui, dizendo estas palavras, para o público em geral, em busca de parcerias e compartilhamentos,  para ainda manter as que existem na sua forma natural e recuperar as outras ocupadas e desmatadas. Manter o que  resta das UC, com a criação de modelos alternativos,  no todo ou em parte, possam ser inseridas em um novo processo de convivência doutrinária,  de plantar árvores, e deixar colonos devidamente compromissados, a assumirem contratos ambientais salvadores.

E no mais é a criação de zonas de proteção no entorno delas, com povos da floresta, mesmo que não sejam, ali por fora, convencidos e treinados para zelar, proteger e trabalhar. Esta zona tampão protetora, moradores regularizados e com títulos definitivos, deverão ser doutrinadores da preservação ambiental.  E é lógico, o governo sendo parceiro deles.

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