Influenciadores digitais

A Internet e as plataformas existentes revolucionaram o mundo. Já imaginou se desse um “delete” geral nos sistemas e apagasse tudo de uma só vez, seria um caos extraordinário, como se fosse um apocalipse. E todo mundo voltasse à máquina de escrever. A fazer cartas, um caderno para os controles de bancos, imagine.

A Internet é um admirável mundo livre. Alguns países já têm suas leis para controlar os abusos. Até mesmo de crimes de todos os tipos. O certo que hoje, todos nós somos seres “desidentificados” e sem autonomia. Somos bonequinhos controlados pelos robôs. Queira ou não. Quando pensa que está fazendo alguma coisa de sua vontade, coitado, não está. Um teleguiado, pecinha de um jogo matemático e estatístico, um “X” comum, no universo dos algoritmos.

Deixe pra lá. Não vou mudar o mundo. E nem poderia nem fazer cócegas neste admirável sistema. Sobra espaço para a bisbilhotagem da vida alheia, mostrar-se lindo ou linda e maravilhosa no Instagram, ser o outro que não é na vida real. E os geniais “influenciadores” que conseguem formar grupos de seguidores gigantescos. E termina que virou uma profissão de raros “talentos”, que falam o que bem quiser, emitem opiniões certas ou erradas. E que ganham dinheiro com isto. Porque formam “a cabeça” mesmo dos admiradores.

Tem os abusos terríveis. Das as ideias polêmicas e até mesmo criminosas. Tem as ideologias propagadas como certas. Tem alguns que são contra a vacina da COVID. E por aí vai. Tem o Telegram que não dá bola nem para o Judiciário.

A Internet me parece uma divindade. Acima do bem e do mal.

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