Confúcio Moura defende a universalização da internet nas escolas públicas e lamenta que ano letivo de 2020 esteja comprometido

Em pronunciamento nessa quarta-feira (27), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) disse que o ano letivo de 2020 está ameaçado nas escolas públicas por causa da pandemia. Também lamentou a não aplicação de recursos dos fundos para o desenvolvimento do ensino a distância na educação pública e voltou a defender a educação como política de Estado.

Confúcio Moura falou que os professores estão se reinventando, procurando a melhor forma de encaminhar as tarefas aos alunos. Segundo ele, cada professor, na tentativa de ajudar, oferece as videoaulas e inventa algumas modalidades de educação a distância; no entanto, não há um padrão sistemático de trabalho.  Lastimou ainda a não universalização da internet e afirmou que devido ao grande número de alunos sem computadores em casa, não há como as aulas serem iguais para todos.

De acordo com o senador, muitos meninos de classe média têm tudo em casa: computadores bons e internet de banda larga excelente, mas a grande massa não tem. “Então, é uma desigualdade brutal na educação e nos sujeitamos, inclusive, a perder o ano letivo. É extremamente grave”, disse

O parlamentar criticou a inoperância dos fundos que poderiam ser aplicados na educação. “Eu vejo assim, há quantos anos esses grandes fundos de telecomunicação e a internet existem aí no Ministério; somando os dois fundos maiores, deve dar em torno de uns R$60 bilhões, dinheiro que poderia universalizar a internet para as escolas públicas e para a área de saúde no Brasil”.

“Então, eu, com as minhas palavras sobre a educação, digo que este é um assunto dos mais essenciais que o Congresso deve atacar, que é realmente colocar a educação como uma política de Estado”,  concluiu.

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