Confúcio Moura cobra dos candidatos ao Palácio do Planalto propostas efetivas para conter o desmatamento no país

O parlamentar defende ainda uma política de incentivo à manutenção da floresta em pé, ou seja, criar instrumentos para que as vantagens da monetização da árvore em pé sejam divulgadas de forma ampla e sem o viés ideológico

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado (CMA), durante sessão plenária, de ontem (22/06), disse ser importante que, neste ano eleitoral, os candidatos a presidente da República apresentassem suas propostas sobre quais medidas para conter o desmatamento tomarão e lamentou que a imagem brasileira é muito ruim internacionalmente, piorando muito nos últimos anos.

Antes, Confúcio Moura elogiou a audiência pública que participou mais cedo, por meio de videoconferência sobre o Núcleo Roosevelt Mata Viva, em Rondônia. Segundo ele, o evento realizado estimula a manutenção da floresta em pé e, para manter o desmatamento zero, é necessário motivação. “É importante o interesse por parte dos proprietários que têm reserva legal das suas propriedades. Esta deve ser fonte de receitas para quem a conserva. Conforme determina o Código Florestal, no caso da Amazônia, 80% são áreas protegidas. É muita floresta em pé para dela não se obter renda.”, disse.

Para conter o avanço do desmatamento na Amazônia, o senador disse ser preciso criar um motivo compensador para que não se desmate. “E isso foi proposto hoje nessa audiência pública por iniciativa das empresas privadas e pessoas, proprietários rurais que estão procurando um meio, lá em Rondônia, de incentivar a manutenção da floresta em pé, isto é, monetizando a árvore em pé, que estoca carbono, não o carbono sequestrado da natureza, mas o carbono estocado. Isso será devidamente monetizado, certificado, e serão oferecidos papéis, notas que os bancos possam aceitar e remunerar”, ressaltou o senador. 

Confúcio Moura afirmou que dois bancos também participaram da audiência pública, o Banco da Amazônia e um banco cooperativo. De acordo com o parlamentar, é um fato histórico, importante, sobre a compensação, o pagamento de serviços ambientais e manutenção da floresta em pé. “Então, eu gostaria muito que, neste ano eleitoral, os candidatos, os presidenciáveis apresentassem em suas propostas alguma coisa para conter o desmatamento, por que esse é um drama social de grande impacto”, cobrou.

Ao finalizar, o senador reafirmou que é possível conter o desmatamento na Amazônia, desde que haja uma compensação no mercado de capitais pelo estoque de carbono da floresta. “Eu gostaria muito que esse debate se ampliasse agora no ano eleitoral, na campanha, para que os brasileiros pudessem ver e acreditar numa proposta ambiental segura, confortável e que inspirasse um respeito internacional pelo Brasil. Se houver compromisso com o futuro, elas surgirão e o mundo passará a mudar sua visão sobre o Brasil ao longo das eleições”, concluiu.

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