Categoria: <span>Poemas e Crônicas</span>

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Poema (Coisas duvidosas)
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Poema (Coisas duvidosas)

2 de setembro de 2006 Poesia não flui com água. A palavra é um tijolo. Vou colocando uma sobre a outra para construir desencontros. Sou um artesão. Aprendi com minha mãe o valor dos remendos. E aproveitar retalhos de panos, de todas as cores, juntar pedaços até se construir tapetes, capas de travesseiros e poesias....

Poema (Estações)
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Poema (Estações)

18 de janeiro de 2004 As estações são brincadeiras do tempo. Que fazem os homens se ajustarem aos seus caprichos E sentarem no palco da vida para admirações.

Poema (Borboletas)
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Poema (Borboletas)

Janeiro de 2004 Confúcio Moura Borboletas bordam o céu com a mesma paciência que minha mãe bordava um vestido de noiva. Elas escrevem versos com ritmos e acrobacias Rimas com o vento e prosa com as  cores. Elas me fazem crente na  divindade dos animais Nestes pontos de infinitas dúvidas Estas asas que abanam, lindas...

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SONHO E VIAGEM

Bença, madrinha Lindaura. Era assim os meus costumes. Madrinha Lindaura já morreu. Padrinho Henrique também. Para batizar um filho, os pais escolhiam amigos na cidade. Gente boa. Quase sempre padrinhos de muitos outros. Sem mais nem menos, dia 6 de maio, madrugada silenciosa, Cacoal, ela me veio em sonho. Eu diante da Pensão Macedo, na...

PEDRÃO – O homem do basquete
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PEDRÃO – O homem do basquete

Pedrão gosta do basquete. Parece que nasceu com este dom. Aprendeu com a vida e o seu tino próprio de liderar. Tem mais uma – é um excelente publicitário da sua causa. Na Escola Dom Bosco enche paredes de cartazes de entusiasmo. De palavras de ordem, dizendo que o menino é capaz. Tem talento. E...

O MÉDICO DO IMPOSSÍVEL
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O MÉDICO DO IMPOSSÍVEL

Ariquemes era uma vila pequena. Cerca de 1500 habitantes, casebres de madeira, lado a lado da estrada de chão, que se chamava BR 364, cobertos de palhas, outras de telhas eternit. Médico nunca teve. Só o enfermeiro Francisco Carlos e três farmácias que faziam tudo,  partos, suturas, “encanavam” fraturas de pernas e braços. Faziam soros...

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SEU RUTE

Ano de 1975 e mais outros seguintes. O encarregado da Basevi se chamava Rute. Era seu Rute pra lá e pra cá. Era o tempo que Ariquemes era aberta pelo Incra. A empresa Basevi que fazia a topografia de sítios e fazendas. Rute um homem, com cara de macho mesmo, mas, com este nome. Sempre...

CORAÇÃO DE LEÃO
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CORAÇÃO DE LEÃO

Coração de leão, coração de leão, só sabe dizer não. É assim que ele é, o homem coberto de armaduras.  Nem sei se tem coração, parece que não, porque só tem uma palavra no seu vocabulário: É o NÃO. Dizer o sim, só pela hora da morte. Coração de leão. Tenha dó destes pobres mortais,...

POEMA – A GRANDE MUDANÇA
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POEMA – A GRANDE MUDANÇA

02 de agosto de 2005 (CONFUCIO MOURA) Começaria pelas portas que ficariam abertas. Para que o vento arejasse as almas E tudo seria esculpido sem pressa na arte do tempo As cidades estão aflitas. Há um grito inaudível na cidade. As ruas largas juntam-se aos olhares Vejo os ossos das ruas Os imigrantes vão e...

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O MEU PRIMEIRO PRÊMIO

Alguém me disse, dias atrás, gente nossa, de casa, que está na hora de se ganhar prêmios. Prêmio de gestão pública mesmo. Eu fiquei pensando nisto, encalacrado com esta idéia e eu mesmo me respondi: –  E por que não? Este negócio de prêmio tem um valor imaterial. Um bem quase espiritual, vale muito pra gente...