Confúcio Moura
Médico, escritor, cronista
educador e apaixonado por
Rondônia

BRASIL AZUL

BRASIL AZUL

Pegue na mão do Brasil e o puxe para fora. A correnteza é forte e vai arrastando. E ele sobe e afunda. Se ninguém o socorrer, vai morrer mesmo. O Poeta (não sei o nome verdadeiro dele), que quase morreu afogado no Rio Branco, ali em Ariquemes, me disse que a morte é azul. Eu não sabia que a morte era azul. E foi mais além, “um azul incrivelmente luminoso e lindo”. Falei – “pode ficar pra você, poeta, com sua morte azul”. Ele se salvou do afogamento, agarrando num cipoal da margem.

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Crise

Crise

Todos os países do mundo já tiveram crises. E de toda forma de crise, que nem vou citar aqui. Certo é que seus povos se mexem, mudam aqui e ali, e dão um tempo, ajustam-se e vão saindo devagarinho delas. Enfim, para todo momento de crise, obrigatoriamente, deve surgir o grande líder, para puxar o povo para o bom caminho.

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Prêmio Nobel de Economia

Prêmio Nobel de Economia

Tive olhando nos jornais todos os premiados com o Nobel da Economia, ao longo do tempo. Os Estados Unidos são disparados os maiores ganhadores. E tem muita coisa maravilhosa para se ler e aprender. Nem todo pesquisador fica trabalhando seus dados e planos para ser Nobel. Isto vem, naturalmente, da análise da banca examinadora, que escolhe este ou aquele. Mas, o certo mesmo, é que os países desenvolvidos investem pra valer em pesquisa científica e, justamente, este trabalho é implantado em seus países, para que possam gerar riquezas e oportunidades para todos.

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Presídios

Presídios

Todo brasileiro sabe que temos uma "bomba relógio" com o estopim aceso. É a dramática e caótica situação dos presídios brasileiros. Como se diz - pior que as masmorras medievais. Temos muitos presos; uma das maiores populações carcerárias do mundo! E isto é pouco. Já imaginaram se todos os crimes fossem devidamente investigados, inquéritos abertos e criminosos presos? Onde seriam colocados? Não há vagas. Presídios cheios até a tampa. Com todo tipo de preso misturado. Até mulheres com homens, como se viu, anos atrás no Pará. Presos amarrados nas ruas, dentro de carros.

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O olho do dono

O olho do dono

Tirei dois dias para fazer o que sempre gostei. Sumir no mato, no meio dos pastos, correr cercas de arame, ver aguadas da fazenda, olhar o milho estocado, ver a ração no cocho. Sair cedo da sede, enfiar no mato, sem ninguém, e a pé. Daí a pouco, de tanto saltar moitas, subir em pedras, escorregar entre elas, rasgar cipoal no peito, a gente, vai se aliviando, como se tivesse tomado dose dupla de rivotril.

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